'O homem que morreu de futebol': os perigos do esporte para o cérebro

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A viúva de Jeff Astle tem certeza, 12 anos depois, que foi o futebol que levou a vida e a lucidez do atacante do West Bromwich, que passara quase a totalidade de seus 59 anos dando cabeçadas em bolas de couro muito mais pesadas do que as de hoje.

Ele tinha sido um dos jogadores mais importantes da história do clube. Ele tinha entrado em campo mais de 300 vezes. E tinha feito quase 200 gols. Ele tinha feito o gol, o da final da Copa da Liga Inglesa de 68. Ele havia chegado à seleção. E tinha sido chamado de "The King" pela torcida.

Um pouco antes de morrer, diagnosticado com um quadro de demência sobre o qual haveria "quase nada a se fazer" de acordo com os médicos, Astle olhava as fotos daquele jogo com indiferença.

"Você se lembra dessa partida, Jeff?", perguntava Lorraine, sua mulher.

"Não", ele respondia.

"É você fazendo um gol na final da Copa"

"Sou eu?"

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